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06/08/2019 - Empresa dá aumento para 500 funcionários em três dia

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VALOR


Em três dias apenas, a Cielo promoveu e deu aumentos— entre 10% e 30%— a mais de 500 dos seus 3.275 funcionários. A chamada “temporada de reconhecimento” aconteceu na semana passada em São Paulo. Na ação, segundo o presidente da empresa, Paulo Caffarelli, a companhia investiu o correspondente a 2% da sua folha de pagamento. “É uma forma de disseminar que o valor da meritocracia não está só no discurso”, disse ao Valor.

Quem não mudou de cargo porque recebeu uma promoção, mudou de posição dentro da companhia, explica Sérgio Saraiva, vice-presidente de desenvolvimento organizacional. Foram 337 reconhecimentos por mérito, sem mudança de função, e mais 173 promoções. Na conta exata, 510 pessoas foram recompensadas. Ele conta que o levantamento dos funcionários que fariam parte desse seleto grupo começou a ser feito em março e durou dois meses. “Todos passaram pelo nosso fórum de talentos no qual foram avaliados por suas competências e comportamentos”, diz.

Das mil pessoas com desempenho considerado superior nesse levantamento, a empresa escolheu 63 para serem nomeadas “key people”, por serem consideradas estratégicas para o negócio. Segundo Saraiva, essas receberam ações da companhia correspondentes ao valor de três salários, que poderão ser resgatadas ao longo de quatro anos. “Elas se tornam sócias e assim reforçamos ainda mais os vínculos com a companhia”, diz Caffarelli. Nesse grupo, entraram profissionais com 5 até 18 anos de casa.

Uma pergunta que fica: como se sente quem ficou de fora desse grupo privilegiado? O presidente diz que as pessoas sabem que não conseguem fazer nada sozinhas e que o bom resultado é sempre fruto do esforço coletivo. “Fazemos uma capacitação dos gestores para que eles sejam transparentes ao justificar os reconhecimentos e para que incentivem o time a comemorar com quem foi promovido. Não é uma competição”, diz Saraiva.

Se o funcionário ficou de fora, Caffarelli diz que não é motivo para que ele se desmotive, porque outras promoções podem acontecer durante o ano depois dessa maratona de recompensas. “As nossas avaliações envolvem a validação de gestores de outras áreas, aqui não existe paternalismo. Algumas pessoas são mais fracas, outras mais fortes, essa é a essência da gestão de pessoas.”

Para o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, Paulo Sardinha, existem alguns pontos a serem observados nesse tipo de programa. “É importante que os critérios de escolha estejam bem claros”, diz. Se essa ação gerar um senso de pertencimento, poderá trazer um bom equilíbrio interno. Ele lembra que talvez ser um no meio de tantos outros promovidos pode minimizar um pouco o efeito desse reconhecimento. Mas, o mais importante, segundo ele, é assegurar que os aspectos positivos na companhia não se diluam ao longo do ano depois de uma ação de impacto como essa.

Essa foi a terceira edição da “temporada de reconhecimento” na Cielo. Nos últimos anos, Saraiva conta que a companhia já pôde observar o efeito positivo desse tipo de ação. Na pesquisa de clima organizacional e engajamento do ano passado, ele diz que a pontuação subiu quatro pontos em relação ao ano anterior. “Mais de 90% dos funcionários disseram que indicariam a companhia para um amigo próximo ou parente trabalhar”, afirma. Esse é um sinal, segundo o executivo, de que ela está no caminho certo.

 

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