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19/07/2019 - Fortbrasil, do Ceará, passa emitir cartão Mastercard

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VALOR ECONÔMICO

Por: Marina Falcão

A administradora de cartões de crédito private label Fortbrasil, com sede no Ceará, passará a emitir cartões com a bandeira Mastercard para acelerar a sua expansão nacional. A fintech, cujos cartões devem movimentar R$ 1 bilhão em vendas esse ano, pretende dobrar de tamanho até o fim de 2021, com foco nas classes C, D e E.

Sócio-fundador da companhia, José Neto diz que 90% dos negócios estão concentrados no Nordeste, mas que este ano a empresa já conseguiu entrar nos mercados do Sudeste e Centro-Oeste, com o estabelecimento de 22 parcerias com varejistas até agora. "Trabalhar apenas com a bandeira própria é complexo. A Mastercard nos traz a vantagem de ampliar mercados."

Com carteira de crédito de R$ 200 milhões, a Fortbrasil deve faturar este ano R$ 220 milhões, um aumento de 13% em relação à 2018. As fontes de receita são o aluguel de "maquininhas" de cartões, taxas de administração dos cartões e operações de antecipação de recebíveis, além de cobrança de anuidade dos cartões, encargos sobre atrasos e venda de seguros.

Atualmente, a Fortbrasil tem parceria com 270 estabelecimentos comerciais, a maioria do setor de supermercados e varejo de moda e calçados. Os cartões são aceitos em 35 mil estabelecimentos.

Mesmo com a parceria com a Mastercard, a bandeira de cartões Fortbrasil permanecerá ativa e passará a funcionar como um produto de entrada para novos consumidores, especialmente aqueles que estão fora do setor bancário. "A ideia é que, conforme formos conhecendo o perfil do consumidor, e ele, conforme for ascendendo, possa migrar para um cartão Mastercard de ampla aceitação", afirma.

Economista, Neto diz que a companhia sofreu com a crise em 2015, quando houve disparada da inadimplência, mas que a empresa conseguiu se recuperar ocupando espaços deixados pelos grandes bancos, que reduziram sua oferta de crédito para a baixa renda.

Até 2014, a Fortbrasil se financiava apenas com capital próprio, quando fez a sua primeira emissão de debêntures. De lá para cá, já foram sete emissões, que somam R$ 236 milhões. No momento, a empresa se financia por meio de um fundo de direitos creditórios, cujos cotistas são as gestoras Pátria, XP e a Quasar.

Ao lado da sócia Juliana Freitas, Neto começou a atuar no segmento financeiro no ramo de factoring e depois passou para a área de microcrédito. Apenas em 2005, começou a atuar com cartões de crédito para redes varejistas. Além da Fortbrasil, o empresário lidera as startups VaiBem e DuBom Fidelidade, ambas voltadas para pequenos e médios empreendedores e seus consumidores.

A VaiBem oferece um cartão pré-pago que garante aos clientes acesso a uma rede credenciada de médicos de diversas especialidades, laboratórios e farmácias com descontos. Já a DuBom é uma plataforma de fidelização de clientes para o estabelecimento de varejo, que deve ser integrada às operações da Fortbrasil a partir do início do ano que vem, segundo Neto.

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