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28/06/2019 - Nubank passa Itaú em buscas por cartão no Google

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VALOR INVESTE 

Por: Naira Bertão

É inegável que as fintechs, startups na área financeira, estão contribuindo para a digitalização dos serviços financeiros. Mas, o que começou como uma ajuda extra, está roubando a cena de grandes competidores do setor. Uma pesquisa feita pelo buscador Google e divulgada com exclusividade pelo Valor Investe mostra que a brasileira Nubank, a maior fintech da América Latina, tomou a liderança do Itaú em buscas por emissores de cartão no primeiro trimestre de 2019.

De janeiro a março deste ano, as buscas pelos cartões do Nubank somaram 22,1% do total, contra 20,8% do Itaú, que liderava o ranking até o último trimestre de 2018. No ano passado, o banco já havia perdido espaço.

Segundo dados do Google, a participação do Itaú nas buscas de consumidores por emissores de cartão passou de 20,7% no consolidado de 2017 para 17,8% em 2018, ou seja, a instituição teve uma perda de 2,9 pontos percentuais (p.p.). Nesta mesma comparação, as buscas pelo cartão do Nubank subiram de 9,9% para 15,9% em participação no ano passado, aumento de 6,0 p.p..

"É a primeira vez que uma fintech se torna a marca mais buscada no Google dentro de uma categoria de produtos financeiros e o fato de isso ocorrer primeiro com cartões de crédito demonstra que os consumidores brasileiros estão ávidos por experiências e ofertas inovadoras", diz Gustavo Souza, Head de vendas para o setor financeiro do Google Brasil

O Itaú, porém, não foi o único grande banco que perdeu espaço para as fintechs. O interesse das pessoas que usaram o buscador pelos cartões do Bradesco, por exemplo, caiu de 13,6% em 2017 para 9,9% ano passado. O Hipercard e a Credicard, ambos do Itaú também perderam buscas.

Procurado, o Itaú não quis comentar.

Setor

Cada vez mais o cartão de crédito cai na graça - ou melhor, na mão - do brasileiro na hora de pagar uma compra. Em 2018, as compras com cartão responderam por 41,5% do total, somando R$ 1,55 trilhão de acordo com o Banco Central e a Abecs, associação do setor de cartões. Em 2009, respondia por apenas 19,5% do total das transações.

A procura no Google pelo serviço de cartão cresceu 3% entre 2017 e 2018, ritmo bem menor do que no ano anterior, quando as pessoas pesquisaram 21% a mais. Mesmo assim, considerando os dois anos, o interesse pelo meio de pagamento cresceu 25%.

Ao gosto do freguês

Mas o levantamento não parou por aí. O Google foi também entender o que os consumidores pensam sobre cartão de crédito e como escolhem o emissor e a bandeira.

Ao perguntar a 1.000 internautas, por exemplo, porque eles escolheram o cartão de crédito que usam, a conclusão é que o Nubank é o preferido por quem compara as vantagens oferecidas (ou seja, pela oferta do produto e seus serviços), enquanto os grandes bancos são escolhidos por clientes que já possuem conta corrente na instituição, leia-se, por comodidade.

Itaú, Santander e Banco do Brasil também se destacaram pela confiança que passam, item importante para o brasileiro na hora de contratar um serviço financeiro.

Dança das cadeiras

Cerca de 22% dos entrevistados disseram que já têm o meio de pagamento pretendem trocar de emissor de cartão nos próximos seis meses. Entre eles, novamente o Nubank se destaca. Deles, 30% apontaram a fintech como uma opção certa. Vale comentar que a maior propensão a troca do serviço está entre os clientes com o maior gasto médio, especialmente acima de R$ 5 mil.

Mas, entre os que não têm ainda o meio de pagamento, os bancos tradicionais ganham a preferência do freguês.

O que os clientes querem

Na hora de escolher um cartão, algumas coisas pesam mais que outras.

Vale aqui algumas observações. Os jovens (entre 25 e 34 anos) dão um peso muito maior ao preço da anuidade e de ter uma forma simples e fácil de controlar seus gastos do que a média. Daí o Nubank ser apontado como uma boa escolha por muitas pessoas nesta faixa de idade. O Santander também se destacou nesta categoria.

Já os mais velhos - pessoas acima de 35 anos, em especial os que têm mais de 45 -, valorizam mais os programas de fidelidade do que os mais jovens, de acordo com o Google. Neste quesito, há pouca diferença de serviço entre as instituições na percepção dos internautas.

O estudo usa dados internos de buscas no Google e a pesquisa, realizada com 1.000 internautas em abril de 2019, tem o objetivo de entender o impacto das fintechs na indústria bancária.

 

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