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28/03/2019 - Totvs cria braço para disputar o mercado de serviços financeiros

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VALOR 

Por: Gustavo Brigatto 


Na busca por novas fontes de receita, a Totvs, uma das maiores fornecedoras de software de gestão do país, acaba de criar uma unidade para incluir serviços financeiros em seus produtos. O objetivo é disputar o aquecido mercado das fintechs e ser vista como uma empresa desse perfil.

A divisão, chamada de Fintech Totvs, será comandada por Eduardo Neubern, executivo com 15 anos de experiência no setor financeiro e de pagamentos e passagens por Cielo, MasterCard, Oi (nas áreas de fidelidade e pagamentos móveis) Bradesco e Amex. "É uma evolução natural do negócio", disse Neubern ao Valor.

Segundo ele, o objetivo é avançar principalmente por meio de parcerias, como a anunciada na semana passada com a credenciadora de cartões Rede, do Itaú Unibanco, para oferecer meio de pagamento e antecipação de recebíveis a varejistas. A ideia é se juntar a bancos e também a outras fintechs - como as seis que fazem parte de um programa de relacionamento com startups da Totvs. Segundo Juliano Tubino, vice-presidente de marketing e novos negócios da Totvs, a compra de outras empresas não está descartada.

O segmento de varejo, que representa pouco mais de 20% da receita da Totvs, será o primeiro a ser explorado, mas o plano é levar os serviços financeiros também a outros setores em que a companhia atua, com o foco em pequenas e médias empresas "Em educação podemos incluir alguma coisa que ajude a melhorar a concessão de crédito estudantil. Em recursos humanos, podemos colocar a questão do crédito consignado atrelada ao holerite para dar assertividade à concessão de crédito. O objetivo é melhorar essa experiência", disse Tubino.

De acordo com Neubern, a estrutura da nova área ainda está em fase de desenho, assim como as novas ofertas e a abordagem comercial. A ideia é ter uma equipe enxuta, que se aproveite da forças de vendas e de desenvolvimento que a Totvs já possui. Perguntado sobre as expectativas com a nova operação, Tubino diz que a companhia não divulgas projeções, mas que elas são "muito otimistas".

Tradicionalmente ocupado pelos bancos, o mercado de pagamentos virou, mais recentemente, um campo de batalha bastante disputado, com fintechs e até redes varejistas criando seus próprios produtos. O movimento tem sido estimulado pela redução, nos últimos anos, das barreiras tecnológicas e regulatórios para desenvolver produtos desse tipo.

Na terça-feira desta semana as ações da Linx - que desenvolve sistemas de gestão e outras tecnologias para o varejo e lançou em outubro a sua própria máquina de cartão, a Linx Pay - fecharam o pregão da B3 em alta de 7,7%, cotadas a R$ 36,50. A alta foi resultado de um relatório do BTG Pactual. Este banco avaliou que o Linx Pay, pacote de serviços de meios de pagamento da companhia tem crescido a um ritmo de 20% por semana, já chegando a um volume de R$ 650 milhões de transações e caminha para atingir R$ 10 bilhões até o fim do ano, o que pode ajudar a empresa a ampliar sua rentabilidade.

 

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