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26/03/2019 - Pagamentos com cartões devem crescer 16% este ano, estima Abecs

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CORREIO BRAZILIENSE 

Por: Hamilton Ferrari 
 

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) estima que o setor de cartões vai crescer 16% em 2019. Em coletiva na manhã desta terça-feira (26/3), a entidade apresentou dados de 2018 e anunciou as projeções para os próximos anos. A expectativa é de que os pagamentos em cartões de débito, crédito e pré-pago alcancem R$ 1,8 trilhão até 31 de dezembro. 

A entidade apresentou uma proposta de inclusão digital das pessoas ao Banco Central, estabelecendo que 60% dos pagamentos sejam feitos de forma digital até 2022. “Com todas as medidas que estão sendo tomadas, formalização da economia, pagamentos instantâneos e uma série de outras ações, nós acreditamos que esse 60% é possível”, afirmou o presidente da entidade, Pedro Coutinho. 

Em 2018, os meios eletrônicos de pagamento registraram uma participação de 38,3% no consumo das famílias. O objetivo da Abecs é ultrapassar 40% em 2019. Na Coréia do Sul, no Reino Unido, na Austrália e nos Estados Unidos, o nível é de, respectivamente, 70%, 65%, 55% e 45%.

Coutinho ressaltou que houve grande avanço na última década. Em 2009, as compras com cartão representavam 19,1%, enquanto dinheiro e cheques compensados 31% e 49%, respectivamente. “Passou para 41% (cartões), 36% (dinheiro) e 22% (cheques compensados), respectivamente”, disse o presidente da Abecs. 

De acordo com uma pesquisa feita pelo o Datafolha, a pedido da Abecs, 95% dos clientes usam cartões de crédito todo mês e 30% diariamente. “Nós temos uma indústria ativa, onde os resultados são comprovados pelo crescimento e qualidade desse avanço”, afirmou Coutinho. “80% dos usuários usam cartão de crédito nas suas compras on-line. E, destes, 63% estão usando por meio dos celulares”, destacou. 


Expansão global

No mundo, também é possível observar o avanço dos meios eletrônicos de pagamento. Por exemplo, a Suécia pretende, até 2030, eliminar o uso de cédulas e moedas. Ao todo, 60% do consumo do país é feito por transações digitais. Além disso, 80% das pessoas usam os aplicativos de pagamento. Do outro pólo econômico, na China, há um bilhão de usuários de pagamentos móveis. 

“Quando avaliamos outros países, fica claro e evidente a oportunidade que nós temos para a nossa indústria no Brasil”, destacou o presidente da Abecs. “Aqui temos dados que impressionam, porque, se olharmos para oito ou nove anos atrás, essa era uma indústria de duas credenciadoras. Hoje são mais de 20. Se somarmos os subadquirentes, seguramente teremos mais de 200”, completou Coutinho. Fora isso, há mais de 200 emissores, de 10 bandeiras e de 200 fintechs. 

De acordo com ele, neste período, houve um desenvolvimento significativo no setor, inclusive no ponto de vista da inovação, que criou novas tecnologias e modelos de negócios. Na avaliação dele, isso permitiu o aumento da competitividade no setor. Além disso, Coutinho ressaltou que o Brasil é um dos países onde tem um dos menores indicadores de fraudes. “Nós temos uma indústria bastante desenvolvida quando nós comparamos com outros países”, disse. 

O custo do crédito também ficou menor, segundo o presidente da Abecs. A taxa básica Selic está em 6,5% ao ano há um ano, considerado o menor nível da história. Segundo Coutinho, a última vez que os juros estiveram neste patamar foi em 1948. “Seguramente, nenhum empresário no Brasil trabalhou nos últimos 70 anos com uma estabilidade e custo de crédito desta proporção”, alegou. 
 

Troca de comando

O presidente da Abecs, Pedro Coutinho, foi anunciado para o cargo no último dia 13 de março, em substituição a Fernando Chacon, que é executivo do Itaú Unibanco. Na transmissão de cargo, Chacon ressaltou que a entidade ainda terá a missão de conversar com o Banco Central (BC) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para dar continuidade ao amadurecimento do setor. 

Para o ex-presidente, o aumento de competitividade que tem ocorrido nos últimos anos é saudável, mas requer pacificação do entendimento sobre as questões de mercado. “A representatividade da Abecs é bastante importante nisso”, enfatizou. 

Pedro Coutinho avalia que, durante os últimos quatro anos que esteve na entidade, atuando na diretoria, percebeu que os últimos dois anos foram difíceis e com muitas mudanças regulamentares. “O Banco Central bastante esteve bastante ativo. E a Abecs teve que trabalhar junto com o BC, com nossos parceiros e com a diretoria para desenvolver e focar junto à toda indústria, eficiência e concorrência”, disse. 

 

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