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12/03/2018 - PagSeguro lucra R$ 188,9 milhões no 4º trimestre

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Por: Toni Sciarretta 


A credenciadora de cartões PagSeguro, que estreou suas ações em janeiro na Bolsa de Nova York, reportou lucro líquido de R$ 188,9 milhões no quarto trimestre do ano passado, resultado 391% superior ao do mesmo período de 2016, graças à expansão das transações, crescimento da venda de "maquininhas" e aumento das operações de adiantamento de receita aos clientes.

A empresa encerrou o ano passado com lucro de R$ 478,8 milhões, volume 276,4% maior do que o reportado em 2016. À época do IPO (oferta inicial de ações), a expectativa dos analistas era que o lucro anual ficasse próximo a R$ 480 milhões. Naquele momento, o mercado só conhecia o balanço até o terceiro trimestre, com ganho acumulado de R$ 290 milhões.

Desde o IPO, no dia 23 de janeiro, as ações da credenciadora já subiram 61,81%. Controlada pelo UOL, a PagSeguro movimentou US$ 2,6 bilhões no maior IPO de uma empresa estrangeira nos EUA desde os US$ 25 bilhões do Alibaba, em 2014. A demanda pelas ações foi estimada em 15 vezes a oferta e os papéis subiram 35,8% na estreia. A oferta também representou a maior abertura de capital de uma empresa brasileira desde a BB Seguridade, em 2013.

Na primeira divulgação de resultados depois do IPO, a PagSeguro revelou um volume transacionado de R$ 13,6 bilhões no quarto trimestre - 183% superior ao mesmo período do ano anterior. Em 2017, como um todo, atingiu R$ 38,5 bilhões - 173% maior do que em 2016. A companhia tem participação de mercado no volume movimentado com cartões no país estimada em 2% - atrás de Cielo, Rede e GetNet, líderes do setor.

As receitas com transações e demais serviços associados somaram R$ 1,224 bilhão no ano passado, elevação de 155% em relação a 2016, atribuída à expansão da base de clientes e dos pagamentos realizados. Segundo a empresa, o aumento dessas receitas se deu num ritmo inferior ao das transações - 155% contra 173% - devido à maior proporção de pagamentos por débito, comparada a 2016.

Já a receita com a venda de maquininhas - um dos principais negócios da PagSeguro - somou R$ 471,9 milhões no ano passado - 81,1% superior a 2016. A PagSeguro mudou a competição no mercado de credenciadoras de cartões, ainda hoje dominado pelos bancos, ao lançar um modelo de venda de maquininha em vez do tradicional aluguel. Dessa forma, encontrou seu nicho sobretudo entre clientes que estavam fora do radar das líderes do setor, como ambulantes e taxistas.

A receita financeira da PagSeguro com o adiantamento de pagamentos aos clientes, outro importante negócio, somou R$ 818,6 milhões em 2017, volume R$ 426 milhões superior (108,6%) ao obtido em 2016.

As demais receitas financeiras, como aplicações de recursos disponíveis, somaram R$ 8,6 milhões no ano passado, variação de R$ 3,2 milhões ou 60,7%.

Do lado das despesas, a empresa destaca que reduziu seu custo tanto de vendas como de serviços, além de administrativo, devido ao ganho de escala com a expansão da clientela. O custo de venda, medido como proporção da receita das transações, caiu de 84,2% para 78,1% de 2016 para 2017. Já as despesas com o comércio de maquininhas caíram de 17,6% para 9,7% na comparação anual, como proporção de receita nesse segmento.

As despesas administrativas somaram no ano passado R$ 153,2 milhões - alta de 81,4% em relação a 2016. Como proporção das receitas totais da PagSeguro, essas despesas recuaram de 7,4% para 6,1% de 2016 para 2017.

Na divulgação de resultados, a PagSeguro destacou uma nova funcionalidade, iniciada em fevereiro, voltada a pequenos comerciantes e autônomos, que permite que diferentes clientes compartilhem uma mesma maquininha.

 

 

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