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09/10/2017 - Moedas virtuais não têm garantia, alerta BC

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VALOR 

Por: Nathália Larghi 
 

Com as criptomoedas figurando entre os principais assuntos dos maiores eventos sobre tecnologia financeira, o chefe adjunto de supervisão bancária do Banco Central, Fábio Carneiro, faz um alerta: as moedas virtuais não têm nenhuma garantia ou supervisão feita por autoridades monetárias.

Durante sua palestra no Congresso C4 - que aborda os principais temas relacionados a cartões, meios de pagamento e crédito -, Carneiro destacou que embora esses ativos virtuais possam ter muitas vantagens, todos os riscos são do próprio investidor já que, em suas palavras, as moedas digitais fazem parte de um negócio "criado para não ser regulado".

"Se [o usuário] souber o que está fazendo, vai saber que tem riscos associados, que são dele. A variação de preços pode ser significativa e, assim, afetar negócios. A própria aceitação pode ter riscos, as carteiras eletrônicas podem ser atacadas e pode haver perda patrimonial", afirmou. Ele ainda destacou que um eventual crescimento expressivo desses ativos poderia comprometer "a própria soberania e eficácia do sistema financeiro de um país".

Carneiro ainda alertou sobre a possibilidade desses ativos serem usados para atividades ilícitas e lavagem de dinheiro, justamente pela falta de regulação. Mesmo assim, ele destacou que as criptomoedas não são "condenadas" pelo Banco Central.

"Não me preocupo porque sou funcionário do Banco Central. Me preocupo porque sou pai de família. Falar de prevenção à lavagem de dinheiro é falar do sistema financeiro contribuindo para cortar o oxigênio de criminosos." Por outro lado, Carneiro destacou que as criptomoedas podem trazer benefícios potenciais à estabilidade financeira, gerando mais inclusão, especialmente via mobile, e podendo reduzir os custos de transferências internacionais.

Ainda durante sua apresentação no Congresso C4, Carneiro fez questão de frisar as ações do BC para otimizar o sistema financeiro e de pagamentos, com soluções baseadas em tecnologia. Segundo o executivo, não é possível um efeito de "uberização do sistema financeiro", com empresas surgindo e oferecendo serviços independentes, pois os participantes desse setor mexem com o dinheiro das pessoas e, assim, precisam de uma regulamentação.

 

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