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13/07/2017 - Visa oferece US$ 10 mil para loja recusar dinheiro

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Por Anna Maria Andriotis | Dow Jones Newswires


A Visa tem uma nova oferta para pequenos comerciantes: aceitem milhares de dólares para aprimorar suas tecnologias de pagamento. Em troca, os comércios devem parar de aceitar pagamentos em dinheiro.

A iniciativa está sendo anunciada como parte dos esforços da Visa para incentivar os americanos a usarem cada vez menos dinheiro em papel.

A Visa afirmou que está planejando dar até US$ 10 mil, individualmente, para 50 restaurantes e lojas de alimentos para pagar pelos custos tecnológicos e de marketing, desde que o comércio prometa começar o que o diretor global de soluções de pagamento da operadora de cartões, Jack Forestell, chama de "uma jornada para um mundo sem dinheiro".

Os consumidores nessas lojas poderiam pagar por bens e serviços somente com cartões de débito e crédito, ou com seus celulares. Em troca, a Visa ajudaria esses comércios a aprimorar seus sistemas de pagamento para que possam aceitar novas tecnologias, como por exemplo a Apple Pay. As lojas participantes serão escolhidas por um processo seletivo que começa em agosto.

A Visa sempre viu o dinheiro de papel como um de seus principais competidores, até porque o uso de notas e mesmo cheques têm crescido no mundo. "Nós estamos focados em eliminar o dinheiro", disse o executivo-chefe da Visa, Al Kelly, no mês passado, acrescentando que converter pagamentos em dinheiro e cheque para cartões é o principal vetor de crescimento da companhia.

A visa respondeu por 59% das vendas com cartões de crédito e débito nos EUA em 2016, ante 25% da Mastercard, segundo dados da Nilson Report. Já o uso de dinheiro e cheque cresceu 2% no mundo no ano passado, para US$ 17 trilhões. Segundo uma pesquisa do Federal Reserve de São Francisco, o dinheiro foi a principal forma de pagamento dos americanos em 2015, com 32% das transações, seguido de 27% dos cartões de débito e 21% dos cartões de crédito.

Algumas lojas nos EUA já não aceitam dinheiro. A lanchonete 2nd City, em Nova York, adota essa postura desde sua inauguração, em 2016. O sócio-fundador Michael Ryan conta que nunca comprou uma caixa registradora ou um cofre. Segundo ele, ao não ter de contar dinheiro, dar troco ou ir ao banco, são economizadas 23 horas por semana.

O comerciante conta que recebe poucas críticas dos consumidores, mas revela que um ponto negativo são as taxas pagas para as operadoras de cartões. Segundo a Associação Nacional do Varejo, essas taxas geralmente ficam em torno de 2% do valor das compras. "A ideia de que os comerciantes não querem aceitar dinheiro é um mito", comenta o vice-presidente sênior da associação, Mallory Duncan.

 

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