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20/03/2017 - Uso de inteligência artificial deve revolucionar mercado

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Por Wanise Ferreira | De São Paulo | Valor Econômico

O capital nacional, seja financeiro ou de ideias, gerou bons negócios para startups brasileiras, principalmente no segmento de soluções de conexão de plataformas de pagamentos com redes de adquirentes e gateways. A CloudWalk, que nasceu com a proposta de criar o " Pay Pal " das maquininhas de POS (ponto de venda) é um bom exemplo do que acontece nessa área.

Luis Gustavo Silva, sócio-fundador e CEO da empresa, conta que a CloudWalk nasceu em 2013 com a ideia de criar um sistema operacional como o Android para o POS. No ano seguinte, abriu um escritório no Vale do Silício para tentar absorver o que tinha de mais novo em meios de pagamento. O executivo, inclusive, foi um dos alunos da Singularity University, universidade fundada por Peter Diamandis e por Ray Kurzweil.

"A área de meios de pagamento on-line e off-line exige uma engenharia muito cara e pesada. Trata-se de um mercado muito restrito e carente de boas tecnologias", afirma o executivo. De acordo com Silva, a CloudWalk ocupou uma boa posição nesse ramo, no qual a Muxi está entre as líderes.

De sua experiência na Singularity, Silva trouxe uma certeza: a chegada da inteligência artificial nesse mercado não deverá deixar pedra sobre pedra no tradicional modelo utilizado até hoje. E as máquinas POS, na sua avaliação, ainda podem continuar em utilização por um bom período, mas a tendência é que se tornem desnecessárias no futuro, quando outros modelos de pagamento deverão prevalecer.

A CloudWalk quer estar à frente desse processo de transformação digital dos meios de pagamento. E deverá lançar em breve a Infinite Pay, solução que terá foco em pagamentos nas redes sociais e em levar a inteligência artificial para esse processo.

A startup de 2013 é atualmente uma empresa que tem entre seus investidores a  Plug and Play Ventures e a Arpex Capital. No ano passado teve um faturamento de R$ 4,2 milhões e Silva garante que este ano alcançará um patamar de R$ 20 milhões e um processamento de R$ 2,5 bilhões em sua rede.

Fundada em 2012, a startup PicPay já chegou a esse mercado com a mobilidade nas veias. Seu primeiro produto foi um aplicativo que permite que sejam feitos pagamentos para qualquer pessoa via smartphones. E que, por sinal, este ano teve a evolução para uma rede social de pagamentos. Nesse cenário, o POS não é uma peça chave para as transações.

Para Anderson Chamon, co-fundador da PicPay, o pagamento vem se transformando ao longo dos anos e terá mudanças ainda mais radicais daqui para a frente. "Esse processo será cada vez mais transparente e simples", ressaltou. Ele cita como exemplo o Uber e o fato de que o usuário não tem uma experiência de pagamento direta ao utilizar os serviços.

A proposta da PicPay atraiu investidores anjo logo após sua formação, no valor de R$ 1,5 milhão. Mas foi em 2015 que recebeu outro aporte que a levou a fazer parte do grupo privado J&F, o mesmo que controla o Banco Original e com quem a empresa tem uma boa sinergia no desenvolvimento de soluções bancárias.

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