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14/03/2017 - Sem exclusividade de bandeira, oferta será democratizada

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Por Fernando Porto | Para o Valor, de São Paulo

Moderninha, Minizinha, Maquinão, Point, Air, Top... Os nomes novos surgem sem parar desde que se iniciou a popularização das chamadas maquininhas de pagamento para cartões de débito e crédito. A adesão em massa deve atingir principalmente o segmento de MEI - microempreendedores individuais - após o dia 24 deste mês, que é o prazo estipulado pelo Banco Central (BC) para o fim da exclusividade de bandeiras, permitindo que as maquininhas mais baratas atendam melhor esse segmento da economia.

"Temos, segundo o Sebrae, 45 milhões de pessoas com atividade empresarial, para 4 milhões de maquininhas. É um espaço tão grande que a concorrência hoje não são as empresas, mas sim o dinheiro e o cheque", afirma Igor Marchesini, CEO da SumUp no Brasil, que oferece cartões de débito para vendedores não bancarizados, facilitando a vida de quem está endividado.

O executivo calcula que a empresa vendeu 220 mil maquininhas Top no ano passado e a previsão é dobrar esse número em 2017. "Lançaremos um modelo em abril, produzido na Zona Franca de Manaus, e o preço da parcela (12 mensais) vai baixar de R$ 19,90 para R$ 9,90", anuncia Marchesini. A empresa lançará também, no segundo semestre, o leitor Air, de pagamento sem contato.

"Essa quebra de exclusividade de bandeiras de cartão representa a democratização da oferta", diz Daniel Bergman, CEO da iZettle no Brasil, que foca também o microempreendedor e que trabalhava, até o momento, apenas com Visa e Mastercard. A empresa lançou este ano o Maquinão iZettle, um leitor que permite pagamento via Samsung Pay, de tecnologia NFC, e que promete fazer transações com velocidades até 65% superiores a algumas máquinas concorrentes. O Maquinão é vendido por 12 parcelas de 29,90. "Outro diferencial é o pagamento antecipado em dois dias, que atende o desejo dos comerciantes", afirma Bergman.

O PagSeguro Uol, dono da Moderninha, deu uma resposta rápida às opções populares dos concorrentes e lançou a Minizinha, desenvolvida também para microempreendedores. O produto - vendido em 12 parcelas de R$ 9,90 - vem com cartão pré-pago gratuito para o vendedor receber os valores das vendas. Segundo o diretor geral do Uol, Ricardo Dutra, a medida do BC "acaba com as antigas assimetrias provocadas pela relação de exclusividade entre algumas bandeiras com adquirentes específicos". Dutra lembra que, desde o início, em 2006, "o grupo tem promovido a inclusão financeira a pequenos vendedores".

Opções mais baratas atendem melhor o segmento de microempreendedores individuais

Outro gigante de soluções de pagamentos, o Mercado Pago, lança este mês uma nova versão da maquininha Point I, que agrega agora a tecnologia Wi-Fi. "Os vendedores também poderão escolher fazer a retirada de dinheiro entre 2, 14 ou 30 dias. Esses prazos mais flexíveis valerão para os usuários de todos nossos modelos", destaca Marcelo Coelho, vice-presidente do Mercado Pago no Brasil.

O executivo disse que a aceitação de todas as bandeiras é vista pela empresa de maneira positiva. "A família Mercado Pago Point já nasceu com essa característica. Isso facilita muito a vida do lojista brasileiro", analisa. "O usuário da empresa não precisa ser bancarizado para criar a sua conta e, uma vez registrado, pode até pagar boletos, como os de escola, condomínio, energia ou gás", completa.

Pedro Coutinho, CEO da Getnet, diz que a empresa já vinha fazendo "robustos investimentos" desde 2015 para ampliar a capilaridade de bandeiras. Como diferencial para o empreendedor, o executivo destaca o produto gestão de vendas, um serviço on-line que permite o acompanhamento das vendas e seu histórico por valor, quantidade de transações, faturamento e tíquete médio, além de possibilitar comparações com outros estabelecimentos. "Trata-se de um serviço completo de informações gerenciais para facilitar a tomada de decisões", finaliza.

Adriano Navarini, vice-presidente comercial de varejo da Cielo, vê a medida do BC como "um ajuste natural e salutar para o setor e que, em última instância, beneficia o cliente". O executivo lembra que a Cielo já vinha se preparando para a mudança há algum tempo, "criando produtos e serviços que ajudam o cliente não só a vender mais, mas a ter maior domínio sobre a gestão de seu negócio". Navarini destaca a inovação com o Cielo LIO, uma plataforma de controle e gestão de negócios, que estimula a inovação colaborativa ao permitir a publicação de aplicativos desenvolvidos pelos próprios clientes na Cielo Store. "Destaco também o novo e-commerce Cielo, uma plataforma totalmente aberta que garante a efetivação das transações com índices ainda maiores de rapidez e segurança", explica o executivo.

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