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22/12/2016 - Se juro do cartão não cair, governo pode mexer em prazo

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Por Alex Ribeiro, Ribamar Oliveira e Lucas Marchesini | De Brasília | Valor Econômico

O prazo de pagamento aos lojistas de compras feitas no cartão de crédito será alterado apenas em janeiro e caso os bancos não reduzam os juros cobrados nessa modalidade, disse o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

A medida foi aventada no pacote de ações microeconômicas que visam a aumentar a produtividade e a eficiência da economia brasileira anunciadas na semana passada. A reação do setor foi imediata, ao dizer que um encurtamento no prazo poderia levar a um aumento dos juros e ao fim das emergentes empresas de tecnologia financeira.

"Se os bancos não reduzirem os juros, o Conselho Monetário Nacional (CMN) vai decidir em janeiro reduzir o prazo de pagamento aos lojistas", disse Meirelles. Ele descartou qualquer decisão sobre o assunto na reunião do CMN realizada ontem. Questionado sobre a pressão do setor financeiro, ele respondeu que nada mudou no prazo de dez dias estimado pelo governo para adotar medidas para aperfeiçoar o funcionamento do setor de cartões. Segundo ele, o governo vem definindo se a solução passará por reduzir o prazo de ressarcimento aos lojistas das vendas feitas por cartão de crédito ou se os bancos emissores vão reduzir os juros no crédito rotativo para o consumidor. Há expectativa de que o anúncio seja feito hoje.

"Não acredito que haja qualquer disputa ou ameaças. É um relacionamento respeitoso", disse Meirelles, em café da manhã com jornalistas, ontem. "Cada um vai colocar suas posições com clareza e realismo. Estamos tomando medidas que vão permitir aos bancos baixar os juros", disse o ministro da Fazenda.

Meirelles também aproveitou a ocasião para celebrar o resultado da inflação divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, menor do que o esperado. "À medida que inflação corrente vai caindo e, principalmente, as projeções de inflação para o horizonte relevante, 12 meses, 18 meses, estiverem convergindo para a meta, melhores condições ao BC", avaliou.

"Em função disso, BC vai tomar decisão que for mais adequada, na avaliação técnica dele", prosseguiu. "Isso permite ao BC, com a inflação e risco caindo, entrar em trajetória muito mais positiva para 2017."

Ele ponderou que tem como política não comentar o que BC deveria ou possivelmente vai fazer. "A autonomia do BC é muito importante. Em dito isso, não há dúvida que a queda da inflação é muito positivo nesse cenário."

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