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10/09/2015 - American Express busca acordos com o varejo no Brasil

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Por Cibelle Bouças | De São Paulo | Valor Econômico

É no segmento de cartões pré-pagos que a American Express  aposta para ampliar suas operações no Brasil e tentar ganhar participação de mercado num setor dominado pelas bandeiras internacionais Visa e MasterCard  e que, mais recentemente, ganhou competidoras locais, Elo e Hiper. De acordo com o último relatório setorial do Banco Central (BC), a marca americana de cartões detinha no fim do ano passado uma fatia de mercado tímida, de 1,8% no país.

José Carvalho, presidente da American Express no Brasil, disse que além de ampliar as parcerias com credenciadoras de cartões e negociar acordos com bancos brasileiros, a companhia planeja costurar com o varejo modelos de negócios para cartões pré-pagos. "O Brasil apresenta um grande potencial, considerando o nível ainda baixo de bancarização do país", afirmou o executivo.

A ideia da bandeira é replicar no Brasil um desenho desenvolvido com cadeias de varejo nos Estados Unidos, como Walmart e Target. Nesse tipo de parceria, são emitidos cartões que permitem aos consumidores usar créditos ou pontos do plano de fidelidade desenvolvido com os lojistas para pagar suas compras. Trata-se de um produto administrado diretamente pela American Express com o varejo, sem garantia de bancos.

Carvalho diz que os pontos funcionariam como uma moeda alternativa de pagamento. Mas, para funcionar, depende de uma coalizão de varejistas dispostas a liberar pontos acumulados por seus clientes com compras para aquisição de produtos e serviços num outro estabelecimento. "No mundo esse serviço cresce rapidamente, já temos mais de 100 milhões de usuários com esses cartões", disse.

Grosso modo, por aqui a American Express vai enfrentar a concorrência de empresas dedicadas a esse tipo de prestação de serviço e já com uma gama de parceiros consolidada, como Multiplus  e Smiles, além dos próprios bancos que têm investido nesses programas.

Nos Estados Unidos, a bandeira fechou acordos separadamente com varejistas mas, no Brasil, o interesse é reunir redes para desenvolver o serviço de forma ampla. "Já temos relações mundiais com alguns grandes varejistas que também operam no Brasil, como Walmart e Carrefour. Pode ser uma porta de entrada".

Apesar de os novos produtos terem apelo massificado, o foco de atuação da companhia se mantém no público de alta renda.

Embora tenha vendido por US$ 490 milhões as operações no Brasil (o Bankpar) para o Bradesco em 2006 - o que deu ao banco a exclusividade para credenciar estabelecimentos, emitir e distribuir o portfólio de cartões que só aparecem com o nome American Express e são a porta para o programa de fidelidade mais antigo do mundo -, a empresa mantém um escritório no país e tem o Banco do Brasil e o HSBC como emissores dos seus cartões, mas nesses casos só aparece como bandeira.

Para Carvalho, esses bancos ainda trazem oportunidades para, mas selar parcerias com outras instituições está nos planos. Outra meta é ganhar participação no segmento corporativo.

O executivo espera colher frutos da maior abertura na captura de transações com os lojistas - com as unidades American Express extrapolando Cielo, única rede que aceita a marca atualmente. A companhia desenvolve um piloto com a GetNet e o  Santander  e a expectativa é ter um acordo selado até o fim do ano.

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