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28/01/2015 - Lucro da Cielo deve subir 14% no 4º trimestre

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Por Felipe Marques | De São Paulo | Valor Econômico.

A credenciadora de cartões Cielo deve apresentar lucro líquido recorrente de R$ 824,3 milhões no quarto trimestre de 2014, o que representa avanço de 14,3% ante o resultado de igual período do ano anterior. A cifra corresponde à média dos resultados projetados por seis analistas, que variam entre R$ 802 milhões a R$ 858 milhões.

A divulgação, marcada para hoje após o fechamento do mercado, promete não ser das melhores para a Cielo. A culpa é da desaceleração das compras com cartões, resultado de um consumo mais fraco no Natal. Também devem ter pesado o aumento de despesas, para o qual a companhia já vinha preparando o mercado, e a possibilidade de uma competição mais feroz com sua rival, a Rede.

A expectativa de analistas do Brasil Plural é de um crescimento de 9,2% no volume de compras capturadas pela Cielo no quarto trimestre ante igual período de 2013. Se confirmada, será uma desaceleração significativa, considerando que no quarto trimestre de 2013 esse volume cresceu 23,3%. Embora o efeito da base de comparação ajude a explicar o resultado, o menor fôlego das vendas no varejo também impactou, em especial no cartão de crédito, afirmam.

"Alertamos aos investidores para não reagir exageradamente aos altos múltiplos da Cielo e ao fraco quarto trimestre em volumes de cartão", escreveram. A visão do banco, partilhada por outras casas de análise, é que a recente joint-venture com o Banco do Brasil (BB) em cartões e as demais aquisições feitas pela companhia nos últimos anos garantam que ela continue sendo uma aposta "defensiva".

A equipe do Credit Suisse defende que, em um cenário de menor crescimento da indústria de cartões, a Cielo redobre os esforços em ganhar eficiência. "Agora, em um ambiente mais maduro de mercado, com menor crescimento e uma dinâmica de competição mais estável, nossa expectativa é que a Cielo retome o foco em eficiência, entregando números muito melhores", escreve o Credit.

A expectativa dos analistas do Credit é que a Cielo encerre o ano com gasto por transação de R$ 0,77, ante projeção anterior de R$ 0,75, e fique estável nesse nível durante 2015. O banco espera perda de velocidade no crescimento das despesas da companhia no longo prazo, mas acredita que a Cielo pode adotar iniciativas que possam adiantar essa redução de custos.

O balanço deve trazer despesas não recorrentes para a companhia, graças à joint-venture com o BB. A criação da empresa deve trazer gasto de cerca de R$ 35 milhões antes de impostos, calcula o Itaú BBA.

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