Museu do Cartão de Crédito

Entrevista com Murilo Carrano

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1) Sabemos que você tem uma ligação forte com o mundo financeiro e que isso provavelmente é uma característica herdada da sua mãe, que já trabalhava na área. Como você descreve essa trajetória?

 

Eu entrei no mercado financeiro por acaso. Foi em 1983, com ainda 18 anos, por meio do meu pai, que consegui uma entrevista para trabalhar no Bradesco Turismo, empresa que, na época, administrava o Bradesco Cartões. Iniciei como promotor de vendas, afiliado à estabelecimentos comerciais para aceitar o cartão de crédito. Em 1996, fui convidado para trabalhar na Visanet, onde fiquei por três anos. Em junho de 1999, iniciei na Almeida Kruger, onde já somo 14 anos de trabalho. 

 

2) Desde que iniciou a sua carreira, quais as mudanças mais importantes que você acompanhou e o que mais chama atenção na história do cartão de crédito com o passar dos anos?

 

Na verdade todas as mudanças. Trabalhamos num mercado onde elas são constantes e isso é muito importante para a modernização e praticidade dos clientes. Na época em que terminal eletrônico (POS) não existia, o lojista efetuava uma venda e precisa consultar o boletim de cartões cancelados ou solicitar autorização para a venda. Em complemento ao boletim, recebíamos diariamente duas folhas via aéreo, chamado Hot Card que até às 11h da manhã precisava estar em todos os estabelecimentos afiliados pelo Bradesco, que informava os cartões cancelados ou furtados do dia anterior. Era a nossa forma de segurança naquela época. Então de lá para cá, muita coisa evoluiu, os sistemas ficaram mais rápidos e práticos, trazendo também mais segurança e facilidade tanto para os clientes quanto para os comerciantes e bancos que administram essas contas.

 

3) Sobre o Museu do Cartão de Crédito, como você vê esta iniciativa?

 

Quando o Gustavo Kruger, idealizador do projeto, comentou sobre o museu, achei uma ideia fantástica. É uma iniciativa que mostra detalhes da evolução do mercado da máquina reco/reco, passando por várias etapas até chegarmos no POS (Point Of Sale), também chamado de  terminal eletrônico. 

 

4) Com o passar dos anos, os cartões de crédito se tornaram um tanto quanto essenciais no comércio. A que isso se deve?

 

Primeiramente pela questão de segurança, sem dúvidas. Mas também pela facilidade que o consumidor encontra sem precisar ir ate o banco para retirar dinheiro. Já para os comerciantes, a garantia do recebimento é algo fundamental e que traz maior segurança para os estabelecimentos, além de diminuir o risco de assaltos, uma vez que diminui o fluxo de dinheiro em caixa e isso traz mais tranquilidade para todos. 

 

 

5) Há alguma tendência ou novidade para os próximos anos no que se refere à tecnologia do cartão de crédito e que merece destaque?

 

A utilização de celulares para efetuar vendas de mercadorias é algo que revolucionou o mercado e deve se modernizar cada vez mais. Então dentre as mudanças que estão por vir, destaco os os pagamentos por aproximação do cartão (PayWave). A novidade já está em processo de testes e é algo que certamente vai conquistar o público com muita rapidez. Funciona com uma antena no equipamento (máquina) e outra no cartão, onde juntas, realizam a troca de dados por rádio frequência e assim possibilitam que todo o sistema se torne mais prático, rápido e seguro. 

 

Além disso, os terminais eletrônicos comunitários – como multi EC, taxistas, cabeleireiros, entre outros, poderão utilizar um único equipamento que pode ser utilizado por até 30 estabelecimentos ou vendedores diferentes e os créditos serão efetuados direto na conta corrente de cada cliente.

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