Museu do Cartão de Crédito

Entrevista com Mário Galvão

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Mário Galvão, experiência de 30 anos no mercado de cartões

O "dinheiro de plástico" acompanhou três décadas da vida profissional de Mário Galvão. Atualmente na área de assessoria de vistos, Galvão dedicou quinze anos à American Express e mais quinze ao Citibank, sempre trabalhando com a venda de cartão de crédito. Nesse período, viajou o país inteiro para alavancar as vendas da Amex no Brasil e promover treinamentos antifraude para gerentes de bancos e estabelecimentos no interior da Região Sul. Em 1996, foi convidado para ser gerente geral do BBVA Banco Francés, onde permaneceu dois anos até ser chamado pela Citibank para coordenar o novo projeto da instituição na Região Sul, a Redecard, atual Rede. Depois de cinco anos, o banco desenvolveu um sistema para aumentar o número de unidades e clientes no país e pede para Galvão cuidar da parte de novos negócios, com a qual trabalhou 8 anos.

 

Que mudanças você percebeu nesses 30 anos trabalhando com cartão de crédito?

Há cada vez mais investimentos na evolução do “dinheiro de plástico”, ou seja, no cartão de crédito. Ele sempre está evoluindo no sentido de inibir a fraude e garantir cada vez mais segurança para o cliente, para o estabelecimento e para o banco. Um exemplo é o chip. As próprias administradoras têm um sistema que identifica qual o ritmo usual de cada cliente, em quais estabelecimentos ele sempre gasta. Quando o cliente sai desse eixo, um representante entra em contato imediatamente e verifica se foi a pessoa mesmo quem fez aquela compra, já que a maioria das fraudes é cometida nas primeiras 12 horas após o roubo do cartão. Com o cartão de crédito, evita-se também o uso do dinheiro em si, um produto sujo que passa pelas mãos de milhares de pessoas. O cartão não, é uma coisa mais segura, mais limpa, mais viável hoje em dia, pois pode ser usado em qualquer lugar do mundo. Hoje, os estabelecimentos do mundo inteiro preferem o uso do cartão, do “dinheiro de plástico”, que garante segurança para o cliente e para o banco também. É uma relação em que todos ganham.

 

O que você acha de iniciativas como o Nubank, que deixam de lado os bancos como intermediários ao oferecer serviços de cartão de crédito?

A alta procura por essa empresa surpreendeu os empreendedores. Provavelmente os bancos tentarão comprá-la, pois não a deixarão crescer tanto em uma área de onde vem boa parte do lucro, a do cartão de crédito. Tradicionalmente, os bancos sempre administraram as bandeiras e tiveram participação na venda de produtos como cartão de crédito e cartão de débito, e não gostariam de perder essa fonte de receita.

 

Como você vê a iniciativa do Gustavo Kruger criando o Museu do Cartão de Crédito?

É uma iniciativa formidável, excelente. A ideia deve ser passada para todos os colaboradores da American Express, da Visa, da Credicard, da Mastercard... Entrei no site e o que mais me chamou foi a linha do tempo, com fotografias dos produtos desde 1950. Há bastante conteúdo pitoresco para relembrarmos o passado e vermos a evolução do cartão desde a década de 1980.
 

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